Francisco Costa Rocha - Chico Picadinho

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Posted by Akuma | Posted in | Posted on 18:37

Francisco Costa Rocha, conhecido como Chico Picadinho foi um assassino em série brasileiro que esquartejou 2 mulheres nos anos de 1966 e 1976. Filho de pai muito severo, sua mãe foi uma mulher que tinha muitos amantes e quase sempre casados. Francisco cometeu seu primeiro assassinato em 1966, quando vivia uma vida muito boêmia, com muita bebedeira e mulheres, também usava drogas. Com o passar do tempo necessitava todos os dias fazer sexo, sair e beber muito. Seu primeiro assassinato seguido de esquartejamento foi em 1966. Sua vitima era Margareth, uma boêmia conhecida de seus amigos. Após passarem em alguns restaurantes e bares, Francisco a convidou para terem relações sexuais. Assim ela aceitou ir ao apartamento, na época dele e de Caio(amigo cirurgião-médico da aeronáutica). Francisco nem chegou a consumar o ato. Após algum tempo, ele começou a ter um jeito violento, e tentou estrangulá-la(de fato o fez), com a mão, e terminou com o cinto. Após ver Margareth morta no quarto, pensou que deveria sumir com o corpo dali. Tirou o trinco da porta do banheiro para melhor locomoção, levou-a, e a deitou de barriga para cima. Ele usou instrumentos bem rústicos, na realidade, os primeiros que viu pela frente: Gilete, tesoura e faca foram os principais usados. Começou a cortar pelos seios, depois foi tirando os músculos e cortando nas articulações, a fim de que o corpo ficasse menor para poder esconder... Vale ressaltar que Francisco esquartejou Margareth pelo fato de ter medo das ações que viriam após ter causado sua morte, concluindo assim que teria de esconder o corpo. Demorou cerca de 3 a 4 horas até desmembrar a vitima e colocar dentro de uma sacola (pois também sabia que o amigo com quem dividia seu apartamento estaria para chegar). Quando Caio chegou, Francisco disse que tinha uma coisa para contar, e falou que havia matado alguém. Não contou como, nem porque, mas disse que o corpo ainda estava no apartamento. Pediu um tempo para Caio para que pudesse avisar sua mãe e contratar um advogado. De fato, viajou à procura de sua mãe. Ao chegar, avisou uma amiga e não teve coragem de falar o que realmente acontecera, apenas informando que algo de grave havia ocorrido, e pedindo para avisar sua mãe. Ao retornar, seu amigo Caio havia avisado ao delegado de homicídios, que prendeu Francisco, que não reagiu à prisão em momento algum. No tempo em que esteve preso ele casou-se com uma russa a ex-faxineira de seu apartamento e teve um bom comportamento na cadeia. Eles tiveram uma filha e um filho, porém se separaram antes do nascimento da segunda criança, Francisco foi solto antes de cumprir toda a pena, ficando assim apenas 8 anos na prisão. A libertação foi possível com o aval de psiquiatras e peritos que atestaram que Francisco Costa Rocha estava recuperado e apto para voltar a viver em sociedade. No dia 14 de setembro de 1976, dois anos depois de ser libertado ele tentou matar por esganadura a prostituta Rosemarie Michelucci em um hotel na zona leste de São Paulo que por sorte conseguiu escapar. No dia 16 de outubro de 1976, Francisco Costa Rocha estrangulou e esquartejou outra mulher, a prostituta Ângela de Souza da Silva, conhecida como a "moça da peruca". O crime aconteceu em um apartamento na Avenida Rio Branco, centro de São Paulo, região da "Boca do Lixo" que Francisco Costa Rocha dividia com um amigo, porém, desta vez, esquartejou sua vítima com um cuidado muito maior, e tentou jogar alguns pedaços pelo vaso. Ele tinha conhecido a prostituta horas antes em um bar e após o crime voltou a fugir para o Rio de Janeiro sendo preso 28 dias depois em uma Praça de Duque de Caxias quando lia uma revista que relatava sua vida de crime. Ele foi condenado novamente. Na época, a exibição pela imprensa das fotos de suas vítimas cortadas em pedaços sensibilizou bastante a opinião pública, fazendo com que o criminoso fosse condenado a 30 anos de prisão. Chico continua preso até hoje no Hospital de Custódia e Tratamento de Taubaté, em São Paulo. Deveria ter sido colocado em liberdade em 1998 já que a legislação estabelece que ninguém pode ficar preso mais de 30 anos. Porém com base em laudos médicos e psiquiátricos, o Ministério Público de São Paulo conseguiu a interdição de "Chico Picadinho" na Justiça Civil. O motivo é que Francisco Costa Rocha é incapaz de regular seus próprios atos e se for solto voltará a esquartejar e assassinar outras pessoas. Sendo assim ele cumpre uma espécie de prisão perpétua. Hoje passa seus dias na prisão pintando e diz que ao cometer seus crimes agiu sob a influência do romance "Crime e Castigo" de Dostoiévsky, a quem chamou de Deus numa entrevista.

Marcelo Costa de Andrade - Vampiro de Niteroi

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Posted by Akuma | Posted in | Posted on 15:57

Marcelo Costa de Andradea "Vulgo Vampiro de Niteroi" nasceu no Rio de Janeiro em 2 de janeiro de 1967, na favela da Rocinha. Teve uma infância extremamente infeliz. O pai bebia muito e era uma pessoa nervosa. A mãe era calma e pacata; trabalhava em casas de família para ajudar no orçamento.
O casal se separou quando o menino tinha 5 anos, e de comum acordo levaram-no para morar com os avós maternos; num açude chamado Sangradouro na cidade de Sobral, no Ceará.
Marcelo chorou muito por causa da separação, sem entender por que não via mais pai, mãe e irmãos. Até aquela data, nem sequer tinha convivido com os avós. Depois de algum tempo, acabou se acostumando com a nova vida.
Desde a infância, tinha alguns problemas que já se manifestavam: frequentes sangramentos pelo nariz, visão de vultos e fantasmas durante a noite e vários ferimentos na cabeça, provocados por surras com cabo de vassoura ou correia, quedas e acidentes.
Na escola o chamavam de retardado e burro. Ele mesmo tinha vontade de internar-se em um hospital para que verificassem seu cérebro, mas nunca foi examinado ou tomou medicamentos. Não conseguia prestar atenção à aula, não conseguia acompanhar os estudos e não conseguia passar de ano. O máximo que conseguiu foi ser alfabetizado e aprender contas matemáticas simples. Nas horas livres nadava, pescava, matava gatos.
Aos 10 anos de idade, a mãe foi buscá-lo em Sobral. Ele mal se lembrava dela, e outra vez ficou desesperado com a nova separação que enfrentou. Foi morar em São Gonçalo com a família da mãe, que agora tinha um novo membro: o padrasto Neves.
Nessa fase da vida, Marcelo gostava de assistir aos desenhos animados na televisão e de ler gibis. Seus personagens preferidos eram Pica-pau, Mickey, Tio Patinhas e Os Trapalhões. No domingo não perdia o Fantástico.
Também foi apresentado à umbanda e ao candomblé pelas mãos de Neves, que era médium de terreiro. Ficou muito impressionado com as possessões e oferendas para as diversas entidades poderosas que assistiu “descerem” no centro espírita.
Nos poucos meses em que morou com a mãe, as brigas do casal eram mais que frequentes. Cada vez que ela saía de casa, levava o filho junto. Mais uma vez Marcelo fazia a mala, para retornar novamente quando o casal voltava às boas. O casamento da mãe não deu certo e ela arrumou um trabalho de doméstica para dormir no emprego. Marcelo foi morar com o pai, a madrasta e os filhos do casal, em Magalhães Bastos. O esquema também não funcionou: o casal brigava muito principalmente por causa de Marcelo, que se sentia um estranho no ninho. O menino era o que se podia chamar de esquisito. Ria à toa, sem motivo, tinha poucos amigos e era bastante isolado e ridicularizado. Essas mudanças frequentes de casa também não ajudaram no seu desempenho escolar e socialização, que voltavam para a estaca zero nessas idas e vindas. O pai e a madrasta resolveram que era melhor para todos internar Marcelo numa casa de meninos em Engenho Novo, de onde acabou fugindo.
Ainda criança, Marcelo passava longos períodos na rua. Partiu para a Central do Brasil, onde dormia nos intervalos fora de casa. Passou a ser abusado sexualmente por adultos e aprendeu a ganhar dinheiro se prostituindo. Ao ouvir falar de um lugar chamado Cinelândia, ficou encantado com a semelhança desse nome com a Disneylândia, cidade onde moravam seus personagens de ficção favoritos. Mudou-se definitivamente para lá aos 13 anos. A partir daí, não voltou mais para casa, exceto para visitas irregulares.
São várias as internações na Febem e na Funabem nessa época de sua vida. Tinha uma compulsão por viajar para lugares distantes e, com o dinheiro que ganhava vendendo sexo, pegava ônibus e carona pelo Brasil. Algumas vezes foi para o Nordeste procurar a casa da avó com quem havia morado, mas a infantilidade de seus planos o levaram para outras paradas. Entre seus sonhos de viagem estavam Israel, Rússia, Montevidéu (onde afirma ter estado) e Buenos Aires, além da Disneylândia, logicamente. Quando chegava a um destino e o dinheiro acabava, aproveitava-se de sua situação de menor de idade, procurava uma instituição governamental e conseguia que esta o “devolvesse” para a Funabem do Rio de Janeiro, de onde fugia, recomeçando todo o ciclo novamente, ganhando dinheiro da prostituição, saindo da cidade e assim por diante.
Aos 16 anos iniciou um longo relacionamento com um homem mais velho. Aos 17 tentou violentar seu irmão, então com 10 anos.
Nessa época resolveu voltar sozinho para o Ceará. Queria encontrar os avós novamente. Andou por Feira de Santana, Salvador e Vitória, onde acabou preso no juizado de menores durante um mês e foi mandado de volta para o Rio de Janeiro. Mesmo assim, não desistiu de encontrar os avós. De carona chegou ao açude de Sangradouro, mas só encontrou uma tia em lua de mel, que aproveitou para maltratá-lo sem parar, irritada com a chegada daquele estranho rapaz. Marcelo fugiu novamente, depois de furtar a tia, como vingança pelo tratamento que recebeu. Retornou ao Rio de Janeiro e foi encaminhado pela Funabem Quintino para morar com o pai.
Ele também não aceitou o filho, que voltou a se prostituir e a viver nas ruas. Marcelo conheceu então um senhor de 48 anos por quem se apaixonou e foi morar com ele em um quarto alugado. Morou ali durante quatro anos, até que o companheiro resolveu se mudar para Salvador. Nem foi mencionada a possibilidade de levar o rapaz com ele.
Quando completou 23 anos, sem ter mais a companhia e proteção do amante, Marcelo mudou-se para Itaboraí com sua família. Voltou para a casa da mãe e arrumou um emprego temporário na distribuição de panfletos para venda de ouro e prata. Achava que vender ouro era muito mais importante do que vender balas. Marcelo mudava constantemente de trabalho, não conseguia estabilizar sua vida profissional, apesar de não beber, não fumar e não usar drogas. Também era filiado a Igreja Universal do Reino de Deus e passou a ir à missa quatro vezes por semana.

Suspeitas da família
A mãe começou a estranhar certos comportamentos dele, como a verdadeira obsessão por revistas que mostravam fotografias de crianças, principalmente as de olhos azuis, e as roupas sujas de sangue com as quais algumas vezes voltava para casa. Também não entendia a coleção de bermudas infantis que o filho guardava numa caixa de isopor, dentro do armário. Apesar de sua risada estranha, Marcelo parecia uma pessoa normal, e ela não podia sequer imaginar a trilha de terror que o rapaz estava traçando.

Os Crimes, o julgamento e a internação
Em 1991 Marcelo começou a matar. Ele atraía suas vítimas, meninos de rua com idade entre 5 e 13 anos, oferecendo um prato de comida, doces, lanche ou dinheiro. Sua área de ação era a BR-101 (que liga sul e nordeste do Brasil), nas imediações de Niterói.
Marcelo matou 13 meninos, num período sanguinário que durou nove meses. Em uma ocasião, decapitou um dos garotos; em outra, esmagou a cabeça de sua vítima. Marcelo não dizia ser vampiro, apenas bebia o sangue de suas vítimas para, segundo ele, “ficar tão bonito e puro quanto elas”.
Marcelo Costa de Andrade foi considerado pessoa com traços psicopáticos de personalidade, provavelmente como consequência de sua infância abandonada. Segundo os psiquiatras que o avaliaram nos vários laudos de incidentes de sanidade mental ao longo de sua internação, não era totalmente capaz de entender o mal que fazia. Era frio e não tinha capacidade de se controlar. Foi diagnosticado deficiente mental, doente mental grave que reúne esquizofrenia e psicopatia, portador de distúrbios comportamentais (perversão da conduta) oriundos da convergência de transtornos mentais (oligofrenia + psicopatia).
Marcelo Costa de Andrade foi absolvido pela Justiça por ser inimputável e enviado ao Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico Heitor Carrilho, no Rio de Janeiro, para tratamento por tempo indeterminado.
Ali, durante sua internação, comandava os bailes de forró nas tardes de sábado, como DJ. Segundo os médicos, essa atividade fazia parte de seu tratamento psiquiátrico. Tinha comportamento calmo e exemplar, apesar de sempre dizer que ainda ouvia vozes que ordenavam que ele “mandasse crianças para o céu”.
Em 24 de janeiro de 1997, fugiu do hospital quando um guarda deixou um portão aberto durante o banho de sol dos pacientes. Em 5 de fevereiro, foi recapturado na cidade de Guaraciaba do Norte, Ceará. Conforme seu depoimento visitaria o pai e depois seguiria para Israel, a “Terra Prometida”.
Marcelo foi encontrado por meio de uma denúncia anônima, segundo a qual um individuo semelhante a ele estava circulando pela cidade. Ali realmente morava o pai de Marcelo, Manoel. De acordo sua mãe, Maria Sonia, Marcelo já havia fugido para lá quando escapara de uma instituição para menores, anos antes. A polícia montou vigilância em frente à casa até prender o procurado assassino. Marcelo reagiu a prisão, mas estava desarmado. Só carregava uma bíblia e artigos de higiene pessoal. Chegou sujo, malcuidado e com delírios místicos.
Os exames de cessação de periculosidade são previstos no Código Penal e devem ser realizados anualmente em todos os pacientes que cumprem medida de segurança. Essa avaliação é enviada ao juiz da Vara de Execuções Penais, que pode ou não seguir as recomendações dos peritos. Em todas as avaliações, os peritos atestaram que Marcelo Costa de Andrade não tinha condições mentais de ser desinternado. Nenhum juiz discordou.
Em 2003 foi transferido para o Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico Henrique Roxo, em Niterói, sem previsão de libertação.

Mais uma possível vítima
Em julho de 1991, Marcelo Costa de Andrade confessou que, depois de receber seu fundo de garantia, viajou para Belo Horizonte. Na rodoviária da capital mineira, encontrou um menor abandonado, pelo qual sentiu forte atração. O criminoso tentou levar o garoto para o Rio de Janeiro, mas foi impedido pelo juizado de menores da cidade, que não permitiu que o menor entrasse no ônibus. Marcelo levou o menino de 9 anos para um horto florestal, onde o matou. Contatos foram feitos com a polícia de Minas Gerais, na época, para esclarecimentos, que permanecem desconhecidos.

Francisco de Assis Pereira - Maníaco do Parque

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Posted by Akuma | Posted in | Posted on 06:25

Francisco de Assis Pereira tem em sua infância traumas sexuais como a maioria dos serial killers. Uma tia materna o teria molestado sexualmente na infância e com isso ele teria desenvolvido uma fixação em seios. Já adulto, um patrão o teria seduzido, o que levou ao interesse por relações homossexuais, e uma gótica teria quase arrancado seu pênis com uma mordida, fazendo com ele tivesse medo da perda do membro viril. Além da ocorrência de uma desilusão amorosa que marcou sua vida. Antes dos crimes ele também mostrou seu outro lado. Thayná, um travesti com quem viveu por mais de um ano, constantemente apanhava de Francisco recebendo socos no estômago e tapas no rosto, exatamente como algumas das mulheres que sobreviveram relataram. Por conta da “gótica”, citada anteriormente, ele sentia dor durante o ato sexual, segundo fontes e teses a impossibilidade do prazer é que fez de Francisco o famoso “Maníaco do Parque”.



Na época dos assassinatos, Francisco trabalhava como motoboy numa empresa próxima à delegacia que investigou os crimes. Antes de ser preso e julgado ele já havia sido detido como suspeito, mas liberado logo depois. Ao ver seu retrato falado nos jornais, ele fugiu para Itaqui, no estado do Rio Grande do Sul, passando antes pela Argentina para não ser reconhecido pela polícia.
Ao desaparecer, deixou apenas o jornal e um bilhete sobre a mesa. Lamentava ter de ir embora, pedia desculpas pela forma repentina da partida.


"Infelizmente, tem de ser assim."
Assinado: Francisco de Assis Pereira.


No mesmo dia, seu ex-chefe percebeu que havia algo de errado com o vaso sanitário da empresa. Tentou consertar duas vezes, mas não conseguiu. Na sexta-feira 24, quebrou o encanamento para descobrir a causa do entupimento e encontrou um bolo de papéis queimados, misturado aos restos de um churrasco feito no final de semana anterior, no cano de saída da privada. Entre as coisas que o empresário recolheu do cano estava a carteira de identidade de Selma Ferreira Queiroz, parcialmente queimada. Selma foi uma das mulheres cujo cadáver a polícia encontrou no Parque do Estado. Isso alertou seu ex-patrão, que comunicou a polícia que assim descobriram sua identidade.
Durante a fuga, causou desconfiança aos moradores das cidades por onde passou, até que foi denunciado e preso, sendo posteriormente enviado de Itaqui-RS para São Paulo. Após ser capturado pela polícia, o que mais impressionou as autoridades foi como alguém feio, pobre, sem muita instrução, e sem armas conseguia convencer as mulheres a subir na garupa de uma moto e ir para o meio do mato com um homem que tinham acabado de conhecer.
SEUS CRIMES
O Maníaco do Parque, no interrogatório falou que convencê-las era muito simples. Bastava falar aquilo que elas queriam ouvir. Francisco cobria todas de elogios, se identificava como um caça-talentos de uma importante revista, oferecia um bom cachê e convidava as moças para uma sessão de fotos em um ambiente ecológico. Dizia que era uma oportunidade única, algo predestinado, que não poderia ser desperdiçado.

VITIMAS

Elisângela Francisco da Silva

Elisângela Francisco da Silva tinha 21 anos e era paranaense, filha de uma família pobre de Londrina, vivia em São Paulo, com a tia Solange Barbosa, desde 1996. Por causa das dificuldades financeiras, abandonou a escola na 7ª série. Depois de ser deixada por uma amiga no Shopping Eldorado, na Zona Oeste de São Paulo, nunca mais foi vista, tendo seu corpo nu encontrado em 28 de julho, no Parque do Estado. O corpo já decomposto exigiu um duro trabalho de identificação. O reconhecimento só aconteceu três dias depois. "Eu tinha esperança de que não fosse ela", diz a tia. No dia de seu desaparecimento, Elisângela saiu de casa dizendo que voltaria dali a duas horas.

Raquel Mota Rodrigues

A grande ambição de Raquel Mota Rodrigues, de 23 anos, era ganhar dinheiro para ajudar a família, que vive em Gravataí, no Rio Grande do Sul. Nos finais de semana, Raquel costumava frequentar barzinhos com três amigas. Nunca chegou em casa depois da meia-noite. Por volta das 8 horas da noite de 9 de janeiro, ela saiu da loja de móveis onde trabalhava como vendedora, no bairro de Pinheiros, na Zona Oeste da capital paulista. Ao desembarcar na Estação Jabaquara do metrô, já quase em casa, telefonou para a prima avisando que conhecera um rapaz e que aceitara posar de modelo para ele em Diadema, na Grande São Paulo. "Disse que era melhor ela não ir", lembra Lígia. Era muito arriscado sair com um desconhecido. "É, eu não vou", respondeu a garota. Raquel nunca mais apareceu. Seu corpo foi encontrado no matagal do Parque do Estado no dia 16 de janeiro.

Selma Ferreira Queiroz

Selma Ferreira Queiroz era menor de idade e a mais nova de três irmãs, pretendia fazer faculdade de ciências contábeis ou computação. Os planos de Selma, contudo, foram interrompidos na tarde de 3 de julho. Entre sua casa, na cidade de Cotia, na Grande São Paulo, e o centro da capital paulista, onde trataria das formalidades referentes à sua demissão como balconista de uma rede de drogaria, ela desapareceu. Era uma sexta-feira. No dia seguinte, um homem telefonou para Sara, irmã de Selma. Informou que a moça havia sido sequestrada e pediu um resgate de 1.000 reais dizendo que voltaria a ligar no final da tarde. Não ligou. Nesse mesmo dia, o corpo de Selma foi encontrado no Parque do Estado. Estava nua, com sinais de estupro e espancamento. Nos ombros, seios e interior das pernas, havia marcas de mordidas. Selma morreu estrangulada e o último sinal de vida da garota foi para o namorado. Ela avisou que não chegaria a tempo para assistir ao jogo do Brasil contra a Dinamarca com ele, mas que estava a caminho de sua residencia.

Patrícia Gonçalves Marinho

Aos 24 anos, Patrícia Gonçalves Marinho nunca revelara à família o sonho de ser modelo. No dia 17 de abril, ela saiu da casa da avó Josefa, com quem morava e desapareceu. Seu corpo só foi descoberto em 28 de julho. Estava jogado numa área deserta do Parque do Estado. A identificação de Patrícia só foi possível porque ao lado do corpo foram encontradas roupas e bijuterias da moça. Foi estuprada e morreu por estrangulamento.


O que falavam sobre Francisco

"Ele é inteligentíssimo. Tem uma fala mansa que convence" - perita Jane Pacheco Belucci, da Polícia Civil de São Paulo.
"Ele apertou meu pescoço. Disse que era psicopata e já havia enterrado muitas mulheres ali" - Sandra Aparecida de Oliveira,19 anos, uma das mulheres que dizem ter sido atacadas no parque por Francisco.
"Ele era um cara comum, educado, estudado, com um papo legal. Engana qualquer garota" - João Carlos Dornelles Villaverde, o pescador que identificou Francisco.

Paradeiro do Pereira!
Pereira chegou a ser dado como morto numa rebelião de presos ocorrida em dezembro de 2000. Mas, após uma série de desencontros, a direção da cadeia confirmou que o motoboy, jurado de morte pelos outros presos, estava vivo. Condenado a uma soma de 270 anos de prisão, Francisco diz que hoje é um homem guiado pela palavra de Deus e se considera normal. Segundo ele, está vivo em razão da fé e também pelo “elo de amizades” que construiu. O que fez no passado não teria sido fruto de sua própria vontade e sim de “uma coisa maligna, maldita”. Jussara, sua mulher que o conheceu por carta dedica seu tempo com a tentativa de solucionar seus problemas jurídicos. “Ela é inteligente, tem formação, é formada em História e Geografia”, orgulha-se. É por tudo isso que ele entra para o topo da "Escala do Mal" criada pelo psiquiatra americano Michael Stone em 2005. Aliás, uma pesquisa do Ibope para o Ministério Público em 2004 mostrou que o caso policial é o mais lembrado pelos brasileiros, com um índice de 76%, foi o caso policial mais lembrado até 2006 pra 2007.

Andrei Romanovich Chikatilo - Andrei Chikatilo

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Posted by Akuma | Posted in | Posted on 04:29



(Iablotschnaia, Ucrânia, 16 de outubro de 1936 – Rostov do Don, 14 de fevereiro de 1994)
Andrei Chikatilo, tornou-se o primeiro serial-killer conhecido da Rússia no século XX. Quando criança era, juntamente com seus irmãos, atormentado pela história do seqüestro e assassinato de seu irmão mais velho, Stepan, que teria sido canibalizado durante a grande fome que assolou a Ucrânia na década de 1930. Apesar da veemência de sua mãe ao contar a história, nunca foi encontrado nada que comprovasse a existência de algum Stepan Chikatilo, não há registros de seu nascimento nem de sua morte.
Durante a juventude, Andrei sofreu muito com uma disfunção sexual que o tornou temporariamente impotente, causando-lhe certo abalo psicológico. Apesar do casamento, na década de 1960, do qual nasceram seus dois filhos, Andrei sempre acreditou que havia sido cegado e castrado ao nascimento, o que o levou a ter comportamentos mórbidos de violência e vingança.
Formado, Andrei começou a trabalhar em uma escola para rapazes, situada em Rostov do Don, onde tornou-se alvo das brincadeiras dos alunos, que inicialmente o chamavam de "ganso" (devido a seu pescoço comprido e estranha postura), mas depois passaram a chamá-lo de "maricas", uma vez que passou a molestar estudantes no dormitório. Apesar de sua idade e tamanho, Andrei sentia-se intimidado pelos alunos, por isso passou a levar sempre consigo uma faca.
Sua verdadeira face foi descoberta quando seus crimes vieram à tona: durante anos Andrei Chikatilo matou e canibalizou dezenas de vítimas, na sua maioria crianças, que ele encontrava em estações de ônibus ou trens. Detido certa vez para averiguações, foi libertado logo depois, quando ficou comprovada a incompatibilidade entre seu sangue e o sêmen encontrado nas vítimas (algo raro, mas possível de ocorrer). Isso só fez com que Andrei passasse a agir com mais despreocupação. Sua prisão só foi possível graças a determinação de dois investigadores, envolvidos com sua primeira detenção, que lembraram de seu nome depois que ele foi visto saindo de um bosque próximo a uma estação de trens, algo compatível com os locais onde as vítimas eram escolhidas e depois abandonadas.
Em seu julgamento, Andrei definiu-se como um "aborto da natureza, uma besta louca", ao qual "só restava a condenação à pena de morte, o que seria até pouco para ele", nas palavras do próprio. Seu desejo foi atendido, com sua execução ocorrendo na prisão, em 14 de fevereiro de 1994, pelo pelotão de fuzilamento. Mas, antes disso, Chikatilo ainda pode chocar toda a sociedade russa, com as descrições sangrentas de seus crimes e de como fervia e arrancava testículos e mamilos de suas vítimas.
O filme "Evilenko", de 2004, dirigido por David Grieco, estrelando Malcolm McDowell no papel do assassino, é baseado na história de Andrei Romanovic Chikatilo. A música Psychopathy Red, do álbum World Painted Blood da banda norte-americana Slayer, também foi inspirada na vida do assassino.
O livro Criança 44, de Tom Rob Smith, também utiliza a história de Chikatilo como parte da trama (na realidade, apenas algumas características dos homicídios e o primeiro nome do assassino coincidem; tendo Chikatilo servido apenas como referência ao personagem). No livro, Andrei Sídorov começa a matar crianças a fim de conseguir chamar a atenção de seu irmão, Pável, sequestrado duas décadas antes, utilizando sinais que os faziam recordar a infância.

Mary Flora Bell - Mary Bell

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Posted by Lika | Posted in | Posted on 10:26


Mary Flora Bell nascida em 26 de Maio de 1957, em Newcastle, Inglaterra,
Foi a mais jovem homicida da História. Foi condenada em dezembro de 1968, pelo homicídio de dois rapazes, Martin Brown (de quatro anos) e Brian Howe (de três anos). Bell tinha dez anos de idade quando ocorreu o primeiro assassinato e onze quando ocorreu o segundo. Betty, a mãe de Mary era uma prostituta que era muito ausente na casa da família, viajava para Glasgow para trabalhar. Mary (apelidada de May) foi sua primeira filha, nascido quando Betty tinha 16 anos de idade. Não se sabe quem é o pai biológico de Mary, mas na maior parte de sua vida ela acreditou ser Billy Bell, um criminoso que mais tarde foi preso por assalto à mão armada e que casou com Betty algum tempo depois que Mary nasceu. Alguns membros da família disseram que Betty tentou matar Mary e fazer parecer morte acidental mais do que uma vez durante os primeiros anos de sua vida. A própria Mary disse que ela foi alvo de abusos sexuais quando criança, sua mãe a obrigava a fazer sexo anal e oral com homens, quando ela tinha menos de cinco anos. Mary Bell estrangulou Martin Brown, em 25 de maio de 1968, um dia antes de seu 11º aniversário. Acreditava-se que ela tenha cometido esse crime sozinha. 



Entre esse momento e a segunda morte, ela e sua amiga Norma Bell (nenhum parentesco) invadiram e depredaram uma enfermaria em Scotswood, deixando provas que a denunciaram pelo assassinato de Brown. A polícia de Newcastle rejeitou o incidente como uma brincadeira. Em 31 de julho de 1968, Pat, irmã mais velha de Brian Howe, estava procurando por ele. Brian, um menino de três anos, cabelos loiros, nunca saia para longe de casa. Mary e Norma se prontificaram a ajudar Pat a encontrá-lo. Andaram com Pat por todo o bairro, elas sabiam muito bem desde o início, onde estava Brian. Cruzaram a linha do trem até chegar à zona industrial, onde as crianças costumavam brincar entre os materiais de construção. Pat estava muito preocupada com seu irmão Brian, até porque Martin Brown tinha sido encontrado morto poucas semanas antes, em uma casa abandonada. Maria apontou para alguns blocos de concreto e disse que ele poderia estar brincando com os blocos. Na verdade, Brian estava morto, deitado entre os blocos. Mary queria que Pat encontrasse seu irmão morto porque queria ver o olhar de choque no rosto de Pat. Pat decidiu ir embora e a polícia encontrou o corpo naquela noite. Brian foi encontrado coberto com grama. Ele foi estrangulado e ao seu lado tinha uma tesoura quebrada jogada na grama, ele tinha marcas nas coxas e genitais parcialmente isoladas. 


Pedaços de seus cabelos tinham sido cortados, e possuía enormes hematomas. Brian foi marcado na barriga, com a letra "M", aparentemente causado por uma lâmina de barbear. Esta marca a princípio era uma letra "N", mas uma quarta marca foi feita dias mais tarde para fazer a letra "M". No verão de 1968, os moradores de Scotswood estavam em um estado de pânico, a polícia interrogou todas as crianças de três a quinze anos. Os adultos foram questionados se o acidente de Martin Brown, também tinha sido assassinato. Entre os suspeitos estavam as crianças Mary Bell, de 11 anos e Norma Bell, de 13 anos. Mary estava agindo de forma estranha, Norma estava emocionada com o assassinato.Como as meninas eram muito jovens e seus depoimentos contradiziam nenhuma delas era inteiramente clara. A morte de Martin Brown a princípio tinha sido julgada como um incidente pela falta de provas. Depois, ligaram sua morte a morte de Brian Howe e em agosto, as duas meninas foram acusados de dois crimes de homicídio culposo. No caso de Martin Brown, que foi encontrado morto deitado no chão, com vários arranhões e com a cabeça sangrando. Mary Bell confessou que, juntamente com a Norma levou o menino levado a um prédio e, quando ele estava de pé sobre um muro, Maria o empurrou, a criança permaneceu imóvel no chão, mas consciente, Mary e Norma não quiseram juntar ele enquanto ele estava machucado, mas ainda vivo. Maria disse que colocou as mãos em volta do pescoço e apertou muito, disse que ele tentou se defender, mas que ela era mais forte e que só parou de apertar quando viu que ele morreu. Ela achou isso divertido. Entre outras declarações, Maria disse: "Eu gosto de ferir os seres vivos, animais e pessoas que são mais fracos do que eu, que não podem se defender." Essa declaração chocou a todos.


Em 17 de dezembro de 1968, Norma foi absolvida, mas Maria foi condenada por "homicídio involuntário devido seu desvio de comportamento", o júri tomou a decisão de seu diagnóstico após análises de psiquiatras, que a descreveram com a indicação de "sintomas clássicos de psicopatologia". Na declaração oficial de Maria, ela mencionou a tesoura que foi encontrada ao lado do corpo, que era prova confidencial quando ela foi indiciada e presumia-se que Maria e Norma tinham envolvimento na morte dos 2 meninos. Norma foi interrogada pela segunda vez e confessou que Maria disse que matado Brian, e em seguida a levou para ver o corpo, advertindo para não contar a ninguém. Quando foi ver Brian, sabia que ele estava morto, pois seus lábios estavam roxos, Maria passou os dedos sobre os lábios de Brian e disse que ele tinha gostado. Ao concluir o seu interrogatório, a polícia não perdeu tempo e foi atrás de Maria, ela parecia muito calma ,Fez Mary se refletir em um jogo de polícias e ladrões e nada fez seu nervoso, como ele sabia o que estava indo para acontecer e que o processo de polícia. Ela foi condenada a pela coroa britânica, que deu a ela uma sentença de prisão por tempo indeterminado. 


Desde a época de sua condenação em diante, Maria foi o foco de uma grande atenção da imprensa britânica e também da revista alemã Stern. A mãe dela vendeu várias histórias sobre sua vida para a imprensa e muitas vezes forneceu para repórteres escritos que ela afirmava ser de Mary. Bell voltou a ser manchete em setembro de 1979, quando ela tentou fugir da prisão de Moore, onde tinha sido preso desde a sua transferência de uma instituição de jovens delinqüentes para uma prisão de adultos no ano anterior. Aparentemente recuperada e curada, Maria foi libertada aos 23 anos em 14 de maio de 1980, após ter ficado presa por 12 anos, seu primeiro emprego foi numa enfermagem local para crianças, mas ficou claro que era inadequado para ela aquele trabalho. Ele então voltou para casa com sua mãe e conheceu um rapaz que a engravidou, mas a polêmica era se a mulher que matou duas crianças poderia ser mãe. Ela lutou pelo direito de ser mãe, argumentou que era outra pessoa, estava curada e lamentava o que tinha feito na sua infância, sua filha nasceu em 1984. Maria alegou que desde o nascimento de sua filha tomou consciência dos crimes que cometeu, que de algum modo uma transição ocorreu no seu interior, devido a um tratamento adequado, ele passou de uma menina assassina a uma mãe amorosa. Pode isto ser possível? Foi concedido o anonimato para começar uma nova vida (sob um novo nome) com sua filha, que tinhas nascido em 1984. 


Esta filha não sabia do passado de sua mãe, até sua localização ser descoberta por repórteres e ela e sua mãe tiveram que deixar a casa com roupa de cama sobre suas cabeças. O anonimato da filha foi originalmente protegido até que ela atinja a idade de 18 anos. No entanto, em 21 de maio de 2003, Bell venceu uma batalha judicial que elevou seu anonimato e da sua filha para a vida toda. Ela conheceu um homem por quem se apaixonou se mudou para uma cidade pequena, mas as pessoas focaram da sua presença e logo os moradores da cidade organizaram marchas, exigindo que o assassino fosse embora. Mary Bell vai ter que viver eternamente com medo exibição.

Pedro Rodrigues Filho - Pedrinho Matador

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Posted by Akuma | Posted in | Posted on 16:18


Pedro Rodrigues Filho vulgo Pedrinho Matador Nasceu numa fazenda em Santa Rita do Sapucaí, sul de Minas Gerais, com o crânio ferido, resultado de chutes que o pai desferiu na barriga da mãe durante uma briga. Conta que teve vontade de matar pela primeira vez aos 13 anos. Numa briga com um primo mais velho, empurrou o rapaz para uma prensa de moer cana. Ele não morreu por pouco.


Aos 14 anos ele matou o vice-prefeito de Alfenas, Minas Gerais, por ter demitido seu pai, um guarda escolar, na época acusado de roubar merenda escolar. Depois matou outro vigia, que supunha ser o verdadeiro ladrão. Refugiou-se em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, onde começou a roubar bocas-de-fumo e a matar traficantes. Conheceu a viúva de um líder do tráfico, apelidada de Botinha, e foram viver juntos. Assumiu as tarefas do falecido e logo foi obrigado a eliminar alguns rivais, matando três ex-comparsas. Morou ali até que Botinha foi executada pela polícia. Pedrinho escapou, mas não deixou a venda de drogas. Arregimentou soldados e montou o próprio negócio.
Em busca de vingança pelo assassinato da companheira, matou e torturou várias pessoas, tentando descobrir os responsáveis. O mandante, um antigo rival, foi delatado por sua ex-mulher. Pedrinho e quatro amigos o visitaram durante uma festa de casamento. Deixaram um rastro de sete mortos e dezesseis feridos. O matador ainda não tinha completado 18 anos.
Ainda em Mogi, executou o próprio pai numa cadeia da cidade, depois que este matou sua mãe com 21 golpes de facão. A vingança do filho foi cruel: além das facadas, arrancou o coração do pai e comeu um pedaço.
Pedrinho pisou na cadeia pela primeira vez em 24 de maio de 1973 e ali viveu toda a idade adulta. Em 2003, apesar de já condenado a 126 anos de prisão, esteve para ser libertado, pois a lei brasileira proíbe que alguém passe mais de 30 anos atrás das grades. Mas, por causa de crimes cometidos dentro dos presídios, que aumentaram suas penas para quase 400 anos, sua permanência na prisão foi prorrogada pela Justiça até 2017. Pedrinho contava com a liberdade para refazer sua vida ao lado da namorada, uma ex-presidiária cujo nome ele não revela. Eles se conheceram trocando cartas. Depois de cumprir pena de 12 anos por furto, ela foi solta e visitou Pedrinho no presídio de Taubaté.
Tatuagem Escrita
Mato por Prazer
Jurado de morte por companheiros de prisão, Pedrinho é um fenômeno de sobrevivência no duro regime carcerário. Dificilmente um encarcerado dura tanto tempo. Matou e feriu dezenas de companheiros para não morrer. Certa vez, atacado por cinco presidiários, matou três e botou a correr os outros dois. Matou um colega de cela porque 'roncava demais' e outro porque 'não ia com a cara dele. Para não deixar dúvidas sobre sua disposição de matar , tatuou no braço esquerdo: 'Mato por prazer'








Pedrinho é a descrição perfeita do que a medicina chama de psicopata - alguém sem nenhum remorso e nenhuma compaixão pelo semelhante. Os psiquiatras que o analisaram em 1982 para um laudo pericial, escreveram que a maior motivação de sua vida era 'a afirmação violenta do próprio eu'. Diagnosticaram 'caráter paranóide e anti-socialidade'.
Após permanecer 34 anos na prisão, foi solto no dia 24 de abril de 2007.  Informações da inteligência da Força Nacional de Segurança indicam que ele foi para o Nordeste, mais precisamente para Fortaleza no Ceará. Porém seu paradeiro na capital cearense é desconhecido desde então.
Segundo as leis penais brasileiras, uma pessoa deve ser colocada em liberdade após cumprir 30 anos de prisão.

João Acácio Pereira da Costa - Bandido da Luz Vermelha

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Posted by Akuma | Posted in | Posted on 14:47

João Acácio Pereira da Costa, Mais conhecido como "Bandido da Luz Vermelha" nascido em Joinville, SC em 24 de junho de 1942,  aos 4 anos de idade, perdeu o pai, tuberculoso. Sua mãe desapareceu pouco depois com dois filhos. Eram quatro irmãos. Ele e o mais velho foram deixados com o tio. Estudou até o 3º ano primário. Aos 17 anos, semi-analfabeto, já era conhecido nos meios policiais da cidade por ter furtado mais de trinta bicicletas. Foi preso aos 18 anos, por roubar um jipe. Fugiu da cadeia em 1963 e Foi morar em São Paulo.


 Chegou em São Paulo ainda na adolescência, fugindo dos furtos que praticara em Santa Catarina. Foi morar em Santos, onde se dizia filho de fazendeiros e bom moço. Na verdade, levava uma vida pacata no lugar que escolheu pra morar, praticando seus crimes em São Paulo e voltando incólume para Santos.Sem documentos, não poderia trabalhar mesmo que tivesse vontade e continuou vivendo entre marginais. Sua especialidade era assaltar mansões. Numa época em que alarmes eram raridade, usava macaco de automóvel para arrombar as grades, desligava a chave geral de energia elétrica e escalava com a lanterna na mão. Durante quinze meses entre 1966 e 1967, praticou 141 crimes, todos confessados. Destes, 120 são atribuídos pela polícia ao Homem-Macaco, seu primeiro apelido. 


O Bandido da Luz Vermelha nasceu no final de sua curta carreira. Numa noite, entrou em uma casa em Higienópolis, bairro nobre de São Paulo, onde a dona e a empregada dormiam. Acácio as acordou e pediu que abrissem o cofre. Até então, assaltava sem interromper o sono das vítimas. Pegou dinheiro, jóias e, na saída, beijou a mão das mulheres. No dia seguinte, deliciou-se com as manchetes. "Assalto à americana", dizia uma delas. Na reportagem, era chamado de Bandido da Luz Vermelha, a tradução para o português do pseudônimo de Caryl Chessman, condenado na Califórnia em 1948 à câmara de gás, por crime sexual e seqüestro, e executado em 1960. 


O original se destacava pela inteligência fez sua própria defesa no tribunal e se tornou conhecido como o símbolo contra a pena de morte, abolida na Califórnia doze anos depois de sua execução. Acácio aprovou a comparação e comprou uma lâmpada vermelha para sua lanterna. "Eles gostaram, me deram a idéia e eu repeti. Fiz outros assaltos assim. Os jornais mesmo é que me deram a idéia de ser o Luz Vermelha", disse em 1968, em uma entrevista para o jornal Última Hora. Luz Vermelha era apresentado como mulherengo, galanteador, de personalidade violenta, que roubava para praticar orgias em Santos. A realidade era diferente. O homem a quem vendia o que roubava, Walter Alves de Oliveira, o "Caboré", era seu parceiro amoroso. Acácio foi abandonado pelo cúmplice. Um promotor que acompanhava a rotina dos presos na cadeia relata que Luz Vermelha ignorou as centenas de cartas de mulheres com proposta de namoro. Casou-se com o cozinheiro Bernardino Marques, que cumpria pena por ter matado a sogra. Quando o cozinheiro deixou a prisão, Acácio não teve nenhum outro relacionamentos, mergulhando num ciclo de surtos psicóticos, e chegou a ser internado no manicômio judiciário. 


Acácio gostava do que lia nos noticiários e alimentou o mito. Em junho de 1967, matou um empresário em São Paulo apenas para desmentir uma versão da polícia, que havia prendido um homem e o apresentara como o Bandido da Luz Vermelha. Em depoimento à Segunda Vara do Júri, contou que estava em Santos quando soube da falsa notícia pela televisão, viajou para a capital e foi até a casa de um industrial, John Szaraspatak, e o matou na frente do filho. À medida que a cobertura dos jornais se intensificava, ele tornava-se mais violento. No auge da fama, ele assaltou um sobrado no Ipiranga. A vítima, que sobreviveu por milagre, entrou em pânico quando soube que o bandido deixaria a prisão. Quando preso, Luz Vermelha chegou a dizer que mataria essa pessoa um dia. Hoje ela tem 52 anos e três filhos. Sua irmã conta que Luz Vermelha matou o guarda-noturno e entrou na casa, onde a vítima se encontrava com a empregada. Subiu ao seu quarto e a acordou com a lanterna. Queria dinheiro. Levou a garota para baixo e deu-lhe dois socos. Mesmo zonza, ela conseguiu pegar um cinzeiro e atirar no algoz, que teve o nariz quebrado. Luz Vermelha deu-lhe três tiros. Na época, Acácio contou que havia tentado estuprar a moça. A versão dela é outra. O bandido a agrediu porque, tentando puxar conversa, ela o aconselhou a mudar de vida.


Chamava a atenção de juízes e promotores um traço da personalidade de Luz Vermelha. Ele confessava os crimes como se estivesse contando vantagens. Apesar de condenado por quatro homicídios, disse ao juiz que havia matado "uns quinze". Dos 88 processos pelos quais foi condenado, nenhum esteve ligado a crime sexual, apesar da fama. Chegou a posar nu para um jornal de Santa Catarina, que acabou desistindo de publicar as fotos. O advogado de Luz Vermelha, José Luiz Pereira, tentou vender à imprensa a possibilidade de realizar um ensaio fotográfico do ex-presidiário sem roupa. Quando deixou a prisão, Luz Vermelha foi para uma casa de dois quartos tendo que dormir no sofá da sala. Pedia dinheiro ao primeiro que via e era uma celebridade entre as crianças da vizinhança, para as quais deu como suvenires até pregos nos quais pendurava suas roupas na prisão. Depois de analisar o laudo psiquiátrico de Acácio feito quando ele foi preso e o outro, escrito pouco antes de sair, o psiquiatra Claudio Cohen, professor de medicina legal da USP, arriscou um diagnóstico do criminoso. Acácio seria um limítrofe, patologia catalogada no Código Internacional de Doenças. Não tem a personalidade formada e, por isso, age de acordo com a expectativa das pessoas. 


Era instável emocionalmente e de sexualidade confusa. Aparentava ser esquizofrênico, mas demonstrava inteligência ao criar métodos de assalto. Dentro desse quadro, agia como um homem bom enquanto dele se esperava ser bom. Era difícil arriscar um palpite sobre como Acácio seria depois de sair de trinta anos de prisão. Sendo assim, Nelson Pinzegher matou "Luz Vermelha" em legítima defesa . Foi um pescador que matou o "Luz Vermelha" com um tiro de espingarda que o atingiu próximo ao olho esquerdo. O fato ocorreu na noite de 5 de janeiro de 1998 em Joinville, Santa Catarina. O pescador atirou no ex-presidiário para defender um irmão, Lírio, que "Luz Vermelha" tentava matar com uma faca. Anteriormente, Nelson e "Luz Vermelha" já tinham se desentendido porque o ex-detento assediava sexualmente a mãe, mulher e filhas do pescador. Nelson Pinzegher fugiu ao flagrante. Apresentou-se dias depois e respondeu ao processo em liberdade. Foi absolvido pelo Tribunal do Júri de Joinville, apesar de ter sido denunciado por crime qualificado. A própria promotoria pediu a absolvição por legítima defesa de terceiro, que era exatamente a tese da defesa.