quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Francisco Costa Rocha - Chico Picadinho


Francisco Costa Rocha vulgo chico do picadinhoinho nasceu em 27 de abril de 1942, filho de Francisco e Nancy. O pai exportador de café, poderoso e bem sucedido tinha um casamento “oficial” e seis filhos, mas caiu de amores pela extrovertida e alegre Nancy.
Francisco era homem rigoroso, enérgico, violento e extremamente ciumento. As brigas entre ele e Nancy eram constantes, e certa vez ele chegou ao extremo de ameaçá-la de morte. Antes de dar a luz a Francisco, Nancy já havia provocado dois abortos impostos pelo amante.
Nesse clima de rejeição Francisco não teve uma infância fácil. As indas e vindas do pai eram constantes, o tempo que permanecia na “filial” da família em Vila Velha era escasso e os sentimentos do menino pelo pai oscilavam entre a adoração por aquela figura poderosa e elegante e raiva pelo abandono e rejeição constantes. Apesar de ter sido registrado com o mesmo nome do pai, não pode ter acrescido ao sobrenome “Filho” ou “ Júnior”.
Aos 4 anos de idade sem entender a doença pulmonar que acometera sua mãe e a repentina ruína financeira da família, Francisco foi levado para morar com um casal de empregados do pai em um sitio bastante isolado. Cercado de animais que nunca tinha visto, entre jibóias, porcos, gatos e galinhas, em um ambiente que depois descreveria com “sinistro”, Francisco era chamado de “endiabrado e encapetado”. Criança solitária, vivia pelas matas que rodeavam o local.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Marcelo Costa de Andrade - Vampiro de Niteroi

Marcelo Costa de Andradea "Vulgo Vampiro de Niteroi" nasceu no Rio de Janeiro em 2 de janeiro de 1967, na favela da Rocinha. Teve uma infância extremamente infeliz. O pai bebia muito e era uma pessoa nervosa. A mãe era calma e pacata; trabalhava em casas de família para ajudar no orçamento.
O casal se separou quando o menino tinha 5 anos, e de comum acordo levaram-no para morar com os avós maternos; num açude chamado Sangradouro na cidade de Sobral, no Ceará.
Marcelo chorou muito por causa da separação, sem entender por que não via mais pai, mãe e irmãos. Até aquela data, nem sequer tinha convivido com os avós. Depois de algum tempo, acabou se acostumando com a nova vida.
Desde a infância, tinha alguns problemas que já se manifestavam: frequentes sangramentos pelo nariz, visão de vultos e fantasmas durante a noite e vários ferimentos na cabeça, provocados por surras com cabo de vassoura ou correia, quedas e acidentes.
Na escola o chamavam de retardado e burro. Ele mesmo tinha vontade de internar-se em um hospital para que verificassem seu cérebro, mas nunca foi examinado ou tomou medicamentos. Não conseguia prestar atenção à aula, não conseguia acompanhar os estudos e não conseguia passar de ano. O máximo que conseguiu foi ser alfabetizado e aprender contas matemáticas simples. Nas horas livres nadava, pescava, matava gatos.
Aos 10 anos de idade, a mãe foi buscá-lo em Sobral. Ele mal se lembrava dela, e outra vez ficou desesperado com a nova separação que enfrentou. Foi morar em São Gonçalo com a família da mãe, que agora tinha um novo membro: o padrasto Neves.
Nessa fase da vida, Marcelo gostava de assistir aos desenhos animados na televisão e de ler gibis. Seus personagens preferidos eram Pica-pau, Mickey, Tio Patinhas e Os Trapalhões. No domingo não perdia o Fantástico.
Também foi apresentado à umbanda e ao candomblé pelas mãos de Neves, que era médium de terreiro. Ficou muito impressionado com as possessões e oferendas para as diversas entidades poderosas que assistiu “descerem” no centro espírita.
Nos poucos meses em que morou com a mãe, as brigas do casal eram mais que frequentes. Cada vez que ela saía de casa, levava o filho junto. Mais uma vez Marcelo fazia a mala, para retornar novamente quando o casal voltava às boas. O casamento da mãe não deu certo e ela arrumou um trabalho de doméstica para dormir no emprego. Marcelo foi morar com o pai, a madrasta e os filhos do casal, em Magalhães Bastos. O esquema também não funcionou: o casal brigava muito principalmente por causa de Marcelo, que se sentia um estranho no ninho. O menino era o que se podia chamar de esquisito. Ria à toa, sem motivo, tinha poucos amigos e era bastante isolado e ridicularizado. Essas mudanças frequentes de casa também não ajudaram no seu desempenho escolar e socialização, que voltavam para a estaca zero nessas idas e vindas. O pai e a madrasta resolveram que era melhor para todos internar Marcelo numa casa de meninos em Engenho Novo, de onde acabou fugindo.
Ainda criança, Marcelo passava longos períodos na rua. Partiu para a Central do Brasil, onde dormia nos intervalos fora de casa. Passou a ser abusado sexualmente por adultos e aprendeu a ganhar dinheiro se prostituindo. Ao ouvir falar de um lugar chamado Cinelândia, ficou encantado com a semelhança desse nome com a Disneylândia, cidade onde moravam seus personagens de ficção favoritos. Mudou-se definitivamente para lá aos 13 anos. A partir daí, não voltou mais para casa, exceto para visitas irregulares.
São várias as internações na Febem e na Funabem nessa época de sua vida. Tinha uma compulsão por viajar para lugares distantes e, com o dinheiro que ganhava vendendo sexo, pegava ônibus e carona pelo Brasil. Algumas vezes foi para o Nordeste procurar a casa da avó com quem havia morado, mas a infantilidade de seus planos o levaram para outras paradas. Entre seus sonhos de viagem estavam Israel, Rússia, Montevidéu (onde afirma ter estado) e Buenos Aires, além da Disneylândia, logicamente. Quando chegava a um destino e o dinheiro acabava, aproveitava-se de sua situação de menor de idade, procurava uma instituição governamental e conseguia que esta o “devolvesse” para a Funabem do Rio de Janeiro, de onde fugia, recomeçando todo o ciclo novamente, ganhando dinheiro da prostituição, saindo da cidade e assim por diante.
Aos 16 anos iniciou um longo relacionamento com um homem mais velho. Aos 17 tentou violentar seu irmão, então com 10 anos.
Nessa época resolveu voltar sozinho para o Ceará. Queria encontrar os avós novamente. Andou por Feira de Santana, Salvador e Vitória, onde acabou preso no juizado de menores durante um mês e foi mandado de volta para o Rio de Janeiro. Mesmo assim, não desistiu de encontrar os avós. De carona chegou ao açude de Sangradouro, mas só encontrou uma tia em lua de mel, que aproveitou para maltratá-lo sem parar, irritada com a chegada daquele estranho rapaz. Marcelo fugiu novamente, depois de furtar a tia, como vingança pelo tratamento que recebeu. Retornou ao Rio de Janeiro e foi encaminhado pela Funabem Quintino para morar com o pai.
Ele também não aceitou o filho, que voltou a se prostituir e a viver nas ruas. Marcelo conheceu então um senhor de 48 anos por quem se apaixonou e foi morar com ele em um quarto alugado. Morou ali durante quatro anos, até que o companheiro resolveu se mudar para Salvador. Nem foi mencionada a possibilidade de levar o rapaz com ele.
Quando completou 23 anos, sem ter mais a companhia e proteção do amante, Marcelo mudou-se para Itaboraí com sua família. Voltou para a casa da mãe e arrumou um emprego temporário na distribuição de panfletos para venda de ouro e prata. Achava que vender ouro era muito mais importante do que vender balas. Marcelo mudava constantemente de trabalho, não conseguia estabilizar sua vida profissional, apesar de não beber, não fumar e não usar drogas. Também era filiado a Igreja Universal do Reino de Deus e passou a ir à missa quatro vezes por semana.

Suspeitas da família
A mãe começou a estranhar certos comportamentos dele, como a verdadeira obsessão por revistas que mostravam fotografias de crianças, principalmente as de olhos azuis, e as roupas sujas de sangue com as quais algumas vezes voltava para casa. Também não entendia a coleção de bermudas infantis que o filho guardava numa caixa de isopor, dentro do armário. Apesar de sua risada estranha, Marcelo parecia uma pessoa normal, e ela não podia sequer imaginar a trilha de terror que o rapaz estava traçando.

Os Crimes, o julgamento e a internação
Em 1991 Marcelo começou a matar. Ele atraía suas vítimas, meninos de rua com idade entre 5 e 13 anos, oferecendo um prato de comida, doces, lanche ou dinheiro. Sua área de ação era a BR-101 (que liga sul e nordeste do Brasil), nas imediações de Niterói.
Marcelo matou 13 meninos, num período sanguinário que durou nove meses. Em uma ocasião, decapitou um dos garotos; em outra, esmagou a cabeça de sua vítima. Marcelo não dizia ser vampiro, apenas bebia o sangue de suas vítimas para, segundo ele, “ficar tão bonito e puro quanto elas”.
Marcelo Costa de Andrade foi considerado pessoa com traços psicopáticos de personalidade, provavelmente como consequência de sua infância abandonada. Segundo os psiquiatras que o avaliaram nos vários laudos de incidentes de sanidade mental ao longo de sua internação, não era totalmente capaz de entender o mal que fazia. Era frio e não tinha capacidade de se controlar. Foi diagnosticado deficiente mental, doente mental grave que reúne esquizofrenia e psicopatia, portador de distúrbios comportamentais (perversão da conduta) oriundos da convergência de transtornos mentais (oligofrenia + psicopatia).
Marcelo Costa de Andrade foi absolvido pela Justiça por ser inimputável e enviado ao Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico Heitor Carrilho, no Rio de Janeiro, para tratamento por tempo indeterminado.
Ali, durante sua internação, comandava os bailes de forró nas tardes de sábado, como DJ. Segundo os médicos, essa atividade fazia parte de seu tratamento psiquiátrico. Tinha comportamento calmo e exemplar, apesar de sempre dizer que ainda ouvia vozes que ordenavam que ele “mandasse crianças para o céu”.
Em 24 de janeiro de 1997, fugiu do hospital quando um guarda deixou um portão aberto durante o banho de sol dos pacientes. Em 5 de fevereiro, foi recapturado na cidade de Guaraciaba do Norte, Ceará. Conforme seu depoimento visitaria o pai e depois seguiria para Israel, a “Terra Prometida”.
Marcelo foi encontrado por meio de uma denúncia anônima, segundo a qual um individuo semelhante a ele estava circulando pela cidade. Ali realmente morava o pai de Marcelo, Manoel. De acordo sua mãe, Maria Sonia, Marcelo já havia fugido para lá quando escapara de uma instituição para menores, anos antes. A polícia montou vigilância em frente à casa até prender o procurado assassino. Marcelo reagiu a prisão, mas estava desarmado. Só carregava uma bíblia e artigos de higiene pessoal. Chegou sujo, malcuidado e com delírios místicos.
Os exames de cessação de periculosidade são previstos no Código Penal e devem ser realizados anualmente em todos os pacientes que cumprem medida de segurança. Essa avaliação é enviada ao juiz da Vara de Execuções Penais, que pode ou não seguir as recomendações dos peritos. Em todas as avaliações, os peritos atestaram que Marcelo Costa de Andrade não tinha condições mentais de ser desinternado. Nenhum juiz discordou.
Em 2003 foi transferido para o Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico Henrique Roxo, em Niterói, sem previsão de libertação.

Mais uma possível vítima
Em julho de 1991, Marcelo Costa de Andrade confessou que, depois de receber seu fundo de garantia, viajou para Belo Horizonte. Na rodoviária da capital mineira, encontrou um menor abandonado, pelo qual sentiu forte atração. O criminoso tentou levar o garoto para o Rio de Janeiro, mas foi impedido pelo juizado de menores da cidade, que não permitiu que o menor entrasse no ônibus. Marcelo levou o menino de 9 anos para um horto florestal, onde o matou. Contatos foram feitos com a polícia de Minas Gerais, na época, para esclarecimentos, que permanecem desconhecidos.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Francisco de Assis Pereira - Maníaco do Parque


Francisco de Assis Pereira tem em sua infância traumas sexuais como a maioria dos serial killers. Uma tia materna o teria molestado sexualmente na infância e com isso ele teria desenvolvido uma fixação em seios. Já adulto, um patrão o teria seduzido, o que levou ao interesse por relações homossexuais, e uma gótica teria quase arrancado seu pênis com uma mordida, fazendo com ele tivesse medo da perda do membro viril. Além da ocorrência de uma desilusão amorosa que marcou sua vida. Antes dos crimes ele também mostrou seu outro lado. Thayná, um travesti com quem viveu por mais de um ano, constantemente apanhava de Francisco recebendo socos no estômago e tapas no rosto, exatamente como algumas das mulheres que sobreviveram relataram. Por conta da “gótica”, citada anteriormente, ele sentia dor durante o ato sexual, segundo fontes e teses a impossibilidade do prazer é que fez de Francisco o famoso “Maníaco do Parque”.



Andrei Romanovich Chikatilo - Andrei Chikatilo



Andrei Chikatilo, tornou-se o primeiro serial-killer conhecido da Rússia no século XX. Quando criança era, juntamente com seus irmãos, atormentado pela história do seqüestro e assassinato de seu irmão mais velho, Stepan, que teria sido canibalizado durante a grande fome que assolou a Ucrânia na década de 1930. Apesar da veemência de sua mãe ao contar a história, nunca foi encontrado nada que comprovasse a existência de algum Stepan Chikatilo, não há registros de seu nascimento nem de sua morte.
Durante a juventude, Andrei sofreu muito com uma disfunção sexual que o tornou temporariamente impotente, causando-lhe certo abalo psicológico. Apesar do casamento, na década de 1960, do qual nasceram seus dois filhos, Andrei sempre acreditou que havia sido cegado e castrado ao nascimento, o que o levou a ter comportamentos mórbidos de violência e vingança.
Formado, Andrei começou a trabalhar em uma escola para rapazes, situada em Rostov do Don, onde tornou-se alvo das brincadeiras dos alunos, que inicialmente o chamavam de "ganso" (devido a seu pescoço comprido e estranha postura), mas depois passaram a chamá-lo de "maricas", uma vez que passou a molestar estudantes no dormitório. Apesar de sua idade e tamanho, Andrei sentia-se intimidado pelos alunos, por isso passou a levar sempre consigo uma faca.

Sua verdadeira face foi descoberta quando seus crimes vieram à tona: durante anos Andrei Chikatilo matou e canibalizou dezenas de vítimas, na sua maioria crianças, que ele encontrava em estações de ônibus ou trens. Detido certa vez para averiguações, foi libertado logo depois, quando ficou comprovada a incompatibilidade entre seu sangue e o sêmen encontrado nas vítimas (algo raro, mas possível de ocorrer). Isso só fez com que Andrei passasse a agir com mais despreocupação. Sua prisão só foi possível graças a determinação de dois investigadores, envolvidos com sua primeira detenção, que lembraram de seu nome depois que ele foi visto saindo de um bosque próximo a uma estação de trens, algo compatível com os locais onde as vítimas eram escolhidas e depois abandonadas.
Em seu julgamento, Andrei definiu-se como um "aborto da natureza, uma besta louca", ao qual "só restava a condenação à pena de morte, o que seria até pouco para ele", nas palavras do próprio. Seu desejo foi atendido, com sua execução ocorrendo na prisão, em 14 de fevereiro de 1994, pelo pelotão de fuzilamento. Mas, antes disso, Chikatilo ainda pode chocar toda a sociedade russa, com as descrições sangrentas de seus crimes e de como fervia e arrancava testículos e mamilos de suas vítimas.
O filme "Evilenko", de 2004, dirigido por David Grieco, estrelando Malcolm McDowell no papel do assassino, é baseado na história de Andrei Romanovic Chikatilo. A música Psychopathy Red, do álbum World Painted Blood da banda norte-americana Slayer, também foi inspirada na vida do assassino.
O livro Criança 44, de Tom Rob Smith, também utiliza a história de Chikatilo como parte da trama (na realidade, apenas algumas características dos homicídios e o primeiro nome do assassino coincidem; tendo Chikatilo servido apenas como referência ao personagem). No livro, Andrei Sídorov começa a matar crianças a fim de conseguir chamar a atenção de seu irmão, Pável, sequestrado duas décadas antes, utilizando sinais que os faziam recordar a infância.




sábado, 11 de dezembro de 2010

Pedro Rodrigues Filho - Pedrinho Matador


Pedro Rodrigues Filho Vulgo Pedrinho Matador Nasceu numa fazenda em Santa Rita do Sapucaí, Sul de Minas gerais, com o crânio ferido, resultado de chutes que o pai desferiu na barriga da mãe durante uma briga. Conta que teve vontade de matar pela primeira vez aos 13 anos. Numa briga com um primo mais velho, empurrou o rapaz para uma prensa de moer cana. Ele não morreu por pouco.


Aos 14 anos ele matou o vice-prefeito de Alfenas, Minas Gerais, por ter demitido seu pai, um guarda escolar, na época acusado de roubar merenda escolar. Depois matou outro vigia, que supunha ser o verdadeiro ladrão. Refugiou-se em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, onde começou a roubar bocas-de-fumo e a matar traficantes. Conheceu a viúva de um líder do tráfico, apelidada de Botinha, e foram viver juntos. Assumiu as tarefas do falecido e logo foi obrigado a eliminar alguns rivais, matando três ex-comparsas. Morou ali até que Botinha foi executada pela polícia. Pedrinho escapou, mas não deixou a venda de drogas. Arregimentou soldados e montou o próprio negócio.
Em busca de vingança pelo assassinato da companheira, matou e torturou várias pessoas, tentando descobrir os responsáveis. O mandante, um antigo rival, foi delatado por sua ex-mulher. Pedrinho e quatro amigos o visitaram durante uma festa de casamento. Deixaram um rastro de sete mortos e dezesseis feridos. O matador ainda não tinha completado 18 anos.
Ainda em Mogi, executou o próprio pai numa cadeia da cidade, depois que este matou sua mãe com 21 golpes de facão. A vingança do filho foi cruel: além das facadas, arrancou o coração do pai e comeu um pedaço.
Pedrinho pisou na cadeia pela primeira vez em 24 de maio de 1973 e ali viveu toda a idade adulta. Em 2003, apesar de já condenado a 126 anos de prisão, esteve para ser libertado, pois a lei brasileira proíbe que alguém passe mais de 30 anos atrás das grades. Mas, por causa de crimes cometidos dentro dos presídios, que aumentaram suas penas para quase 400 anos, sua permanência na prisão foi prorrogada pela Justiça até 2017. Pedrinho contava com a liberdade para refazer sua vida ao lado da namorada, uma ex-presidiária cujo nome ele não revela. Eles se conheceram trocando cartas. Depois de cumprir pena de 12 anos por furto, ela foi solta e visitou Pedrinho no presídio de Taubaté.
Jurado de morte por companheiros de prisão, Pedrinho é um fenômeno de sobrevivência no duro regime carcerário. Dificilmente um encarcerado dura tanto tempo. Matou e feriu dezenas de companheiros para não morrer. Certa vez, atacado por cinco presidiários, matou três e botou a correr os outros dois. Matou um colega de cela porque 'roncava demais' e outro porque 'não ia com a cara dele. Para não deixar dúvidas sobre sua disposição de matar , tatuou no braço esquerdo: 'Mato por prazer'








Tatuagem "Mato por Prazer"
no braço de pedrinho matador
Pedrinho é a descrição perfeita do que a medicina chama de psicopata - alguém sem nenhum remorso e nenhuma compaixão pelo semelhante. Os psiquiatras que o analisaram em 1982 para um laudo pericial, escreveram que a maior motivação de sua vida era 'a afirmação violenta do próprio eu'. Diagnosticaram 'caráter paranóide e anti-socialidade'.
Após permanecer 34 anos na prisão, foi solto no dia 24 de abril de 2007.  Informações da inteligência da Força Nacional de Segurança indicam que ele foi para o Nordeste, mais precisamente para Fortaleza no Ceará. Porém seu paradeiro na capital cearense é desconhecido desde então.
Segundo as leis penais brasileiras, uma pessoa deve ser colocada em liberdade após cumprir 30 anos de prisão.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

João Acácio Pereira da Costa - Bandido da Luz Vermelha






João Acácio ficou órfão com apenas quatro anos, dali por diante, sua vida no crime se iniciou. Chegou ao estado de São Paulo ainda na adolescência, fugindo dos furtos que praticou no seu estado natal. Foi morar na cidade de Santos, onde se dizia filho de fazendeiros e bom moço e levava uma vida pacata no lugar que escolheu para morar, mas, ao contrário do "bom moço", praticava seus crimes em São Paulo e voltava incólume para Santos. Sua preferência era por mansões e tinha um estilo próprio de cometer os crimes, como, sempre nas últimas horas da madrugada e cortando a energia da casa, usando um lenço para cobrir o rosto e sua principal marca: carregava uma lanterna com bocal vermelho. Tudo isto chamou a atenção da imprensa, que o apelidou de "Bandido da Luz Vermelha", em referência ao notório criminoso estadunidense Caryl Chessman, que tinha o mesmo apelido.
Gastava o dinheiro obtido nos assaltos com mulheres e boates e a polícia levou seis anos para identificá-lo, conseguindo isso, após ele deixar suas impressões digitais na janela de uma mansão.


João Acácio Pereira da Costa nasceu em São Francisco do Sul, Santa Catarina, em 24 de Junho de 1942. Filho de um funcionário do Serviço Social da Malária, Laudelino Pereira da Costa e de uma dona de casa, Antônia Pereira da Costa, João Acácio e seu único irmão, Joaquim Tavares Pereira da Costa – primogênito com um ano de diferença – ficaram órfãos após a morte do pai por tuberculose. A mãe já havia morrido, segundo João Acácio por dores de parto quando ele tinha quatro anos de idade. Por determinação jurídica, ficaram sob a tutela de um tio, José Pereira da Costa, nascido em 1916. Antes da morte do pai, já haviam ficado sob os cuidados de José Pereira, no entanto, eram submetidos a maus-tratos, o que chegou ao conhecimento do pai que fugiu do hospital, ao qual fora internado para tratamento contra a tuberculose, para reconduzi-los aos cuidados de outro tio. 55 Surras, trabalhos forçados e recusa em propiciar a escolarização dos irmãos, eram tratamentos corriqueiros, reforçados pelo medo generalizado, em época, dos efeitos epidêmicos da tuberculose .


Após a fuga do irmão, João Acácio com 07 anos de idade escapa para o centro de Joinville, vivendo de mendicância e como engraxate na principal praça pública da cidade. Em seguida, empreende junto a outras crianças, com as quais morava em uma construção abandonada, pequenos assaltos: guarda-chuvas deixados em bicicletas nas portas de cinema, cigarros, alimentos e peças de roupa. Data deste período, quando contava com oito ou nove anos, seus primeiros jogos sexuais: as brincadeiras eram indiscriminadas, com ambos os sexos . Com a idade de doze ou treze anos, João Acácio Começa a namorar uma adolescente que fugiu da casa dos pais, durante quatro meses, período no qual sustentou e abrigou-a em uma pensão local. Posteriormente, segundo João Acácio, fez uso pela primeira vez de arma de fogo para defendê-la de seu grupo que intentava praticar violência sexual e assassiná-la. Após o retorno da adolescente à casa dos pais, João Acácio rouba uma televisão e vai para o interior do Estado para vendê-la. Retornando a Joinville é denunciado por seus parceiros e preso. Faz um acordo com o delegado, devolvendo a televisão, e é posto em liberdade. Entre os 14 e os 15 anos, abandona os pequenos furtos e insere-se no mercado de trabalho, como funcionário de tinturarias, porém, este período é de curta duração. Volta a realizar roubos, desta vez, de bens de maior valor, como carros e estabelecimentos comerciais

Aos 18 anos sofre uma recaída de tuberculose, depois 56 do primeiro surto aos 13 anos, cura-se e continua agindo no sul do país, em particular, em Joinville e Blumenau. Aos 24 anos desloca-se para São Paulo, dando início ao processo de aparição de um novo sujeito de delinquência, de pouca notoriedade, o “homem macaco”. Em pouco tempo compra um apartamento no Rio de Janeiro e aluga outro, em um edifício de temporada da burguesia paulistana, no bairro do Gonzaga, em Santos, onde terá residência fixa até sua captura. De sua chegada em São Paulo, nos idos de 1966, até sua prisão, em agosto de 1967 Logo nos primeiros Meses de detenção dentro das celas ele escreveu uma carta aonde denunciava frequentes ameaças de morte o relato foi publicado da na capa do jornal “NP”, realizou 141 crimes, dentre os quais 120 são atribuídos ao “homem macaco”. João Acácio assaltava residências e mansões dos bairros nobres de São Paulo fazendo uso de um macaco de automóvel para arrombar grades e janelas. Desligava a chave geral e, sem acordar os moradores, com uma lanterna de facho vermelho penetrava no interior das residências e furtava os objetos de maior valor. Em um desses assaltos, na rua Bahia, em Higienópolis, bairro nobre de São Paulo, muda seu procedimento usual, abordando a empregada e acordando a proprietária da casa. Após arrombar o cofre, levando joias e dinheiro, retira-se, não sem antes galantear as duas mulheres. Começa com esse assalto a curta trajetória do Bandido da Luz Vermelha

João Acácio, a partir deste momento, passa a ser reconhecido pela imprensa como a versão nacional do detento norte-americano Caryl Chessman, "The Red Light Bandit", acusado por assaltos, seqüestros e crimes sexuais, à câmara de gás em 1948 e executado em 1960. Caryl Chessman aguardou a execução de sua pena na famosa cela 2455 – título de um de seus quatro livros escritos para realizar sua 57 própria defesa e combater a pena de morte – na prisão de San Quentin, no estado da Califórnia, Estados Unidos. A comparação com Caryl Chessman agradou a João Acácio que passa a contribuir indiretamente com a imprensa para a construção da projeção virtual, acrescentando a sua indumentária, um chapéu de feltro e lenço amarrado ao rosto como máscara. Em depoimento dado a psicóloga Lea Avelino em 1967, João Acácio externa a influência dos meios midiáticos na construção de sua opção pelo crime .

João Acácio transforma-se em uma figura bizarra no litoral paulista, frequentando as praias com botas, esporas e chapéu de cowboy no melhor estilo de farwest hollywoodiano. À imagem do ladrão ousado, João Acácio acresce a de assassino quando a imprensa paulista noticia a prisão do Bandido da Luz Vermelha. Para provar que o homem que a polícia apresentava como o Bandido da Luz Vermelha era uma impostura, João Acácio viaja para São Paulo, empreende um novo assalto ao seu estilo e mata a vítima, o empresário John Szaraspatak, em junho de 1967. O imaginário popular é estimulado pela construção virtual midiática do bandido galante, capaz de estimular, durante seus assaltos, os apetites sexuais das mulheres de classe média alta e da burguesia

De ladrão galante, rapidamente João Acácio passa a condição de estuprador, ainda que jamais tenha respondido a qualquer acusação de estupro em seus processos posteriores. Após três meses de assaltos, mortes, estupros e roubos do bandido, o coronel Sebastião Ferreira Chaves, Secretário da Segurança Pública do Estado de São Paulo, resolve mobilizar todo o aparato policial para prendê-lo e estabelece um prêmio de “1 milhão de cruzeiros velhos [R$ 6 mil em moeda atual] para quem prendesse o bandido mascarado ou possibilitasse sua prisão".

Concomitante à mobilização, iniciada em 02 de agosto de 1967, da força policial e diligências nas cidades de São Paulo e Santos, a polícia técnica reconstitui, a partir de fragmentos de marcas datiloscópicas deixadas em várias residências assaltadas, as digitais de João Acácio, distribuindo em seguida sua fotografia para os principais meios de comunicação do país. No dia 8 de agosto de 1967, o Bandido da Luz Vermelha é localizado e preso na boate Estribo do Ahu em Curitiba, Paraná. Encerra-se com sua prisão uma das carreiras criminosas mais breves – não mais que três meses – da história criminológica do Brasil, no entanto, a mais esfuziante e espetaculizada pelos meios midiáticos. Inicia-se, em contraposição, a intervenção dos saberes médicos para definir seu novo papel social, de delinquente ou louco. Com sua captura em agosto de 1967. .

João Acácio Pereira da Costa foi submetido a uma série de exames: hematimétrico, cronométrico, hemograma de Schilling, Pirâmide de Max Pfister, Provas de Koch e Machover, Psicodiagnóstico de Rorschach, TAT, PMK, INV (Pierre Weill), pelo Instituto de Biotipologia Criminal de São Paulo, em abril de 1968, para avaliação da capacidade de imputação e de personalidade. Quase que a totalidade dos testes de projeção do laudo de sanidade mental foi realizada pelo psicólogo Theodorus Van Kolck e a "história de vida" de João Acácio relatada para a psicóloga Lea Avelino. O relatório feito pelo prof. Kolck inicia-se afirmando que João Acácio apresentou-se calmo e consciente para a entrevista. Seu nível de inteligência foi considerado mediano e seus pensamentos externados sem perturbação do curso e bem estruturados. Seu estado de humor, segundo Kolck, desloca-se entre a calma, a irritação e a agressividade. De personalidade egocêntrica, narcisista, altiva e arrogante, exalta-se como um homem forte, corajoso e sem temores, capaz de expor-se à morte, como já o havia feito várias vezes. Considera um ato normal apropriar-se de bens de pessoas abastadas para não passar privações e atribui como causas que o levaram à delinquência ter sido criado sem família, sem proteção e não 63 ter profissão qualificada que lhe assegure ganho certo e elevado .

O prof. Kolck não nega a capacidade mental de João Acácio, mas considera-o instável emocionalmente por deficiência na formação de caráter, no campo ético, crítico – incapacidade de aprender pela experiência – e afetivo. Na aplicação do teste Pirâmide de Max Fister, João Acácio apresentou um bom nível mental e um controle intelectual, racional e formal bom, porém, não na medida necessária face à sua impulsividade e desejo de satisfação de suas necessidades. Para Kolck, João Acácio busca a satisfação imediata, e pelo caminho mais curto, de suas necessidades, que são poucas, mas imperativas e vitais. De outro lado, afirma que a necessidade aquisitiva de João Acácio é bem acima da média e que procura atenuá-la por controle racional e por tentativa de sublimação. Reafirma o diagnóstico de natureza agressiva de João Acácio quando seus desejos não são satisfeitos e a projeção de seus estados emocionais e necessidades sob a forma de agressividade contra os outros: sentindo-se em geral como alvo de perseguição e injustiça. Para Kolck, João Acácio deseja um controle emocional interno de suas ações, porém logo os rejeita em função de uma maior liberdade interior, tornandose uma pessoa subjetivista; altera a realidade objetiva, vendo-a não como é, mas como gostaria que fosse, a fim de satisfazer as próprias exigências afetivas. As Provas de Koch e Machover são testes de forte inclinação freudiana, relacionados ao papel da sexualidade como fator explicativo de certos estados emocionais e comportamentos sociais do analisado. Verificou-se que João Acácio apresentava uma forte reação contra a submissão autoritária e dificuldades de contato e adaptação social. Sofreria de uma certa indiferenciação e indefinição do papel sexual, identificando-se com o sexo feminino, sentimento corroborado pela forte dependência materna, e afirmação da masculinidade através de uma sexualidade agressiva. Para Kolck, João Acácio possuiria um sentimento de inquietação corporal e um desejo de seduzir associado a 64 um estado de insegurança e ansiedade. Conclui o teste afirmando que João Acácio possui traços esquiso-paranóides, mas também algo de histérico

Após 30 anos de reclusão, João Acácio deveria ser solto no dia 22 de agosto de 1997. Seu irmão, Joaquim Pereira da Costa, desloca-se de sua residência, no Paraná, para a Penitenciária do Estado de São Paulo. No entanto, seu objetivo inicial de reconduzir João Acácio à liberdade transforma-se na tarefa de comunicá-lo que sua soltura havia sido impedida. O desembargador Amador da Cunha Bueno, 2º Vice-Presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, aceitou o pedido de 3 promotores do Estado de São Paulo pela suspensão da libertação de João Acácio, 12 horas antes do término de sua pena. A decisão foi tomada com base em um novo diagnóstico psiquiátrico que o definia como doente mental crônico, com transtorno psicótico agudo, anexado a petição da promotoria de conversão da pena - sem levar em conta que já havia sido cumprida - em medida de segurança.

Em seu primeiro dia de liberdade, João Acácio teve todos os seus movimentos controlados pelos meios midiáticos. Registrou-se nas páginas de jornais e nos Noticiários seu café da manhã, suas compras em shoppings, passeios e visitas. O assédio da imprensa e a curiosidade pública reacendeu-lhe o antigo desejo de fama e notoriedade. Mesmo nos poucos momentos em que ficou só em seu quarto de hotel não deixou de acompanhar o burburinho em torno de sua personagem: Não saiu de perto da televisão. Quis assistir a todas as reportagens sobre sua libertação.

Na tarde do mesmo dia, 28/08/97, embarca para Curitiba para participar de um programa televisivo de crônicas policiais. Precedendo sua entrada, o apresentador propõe aos seus telespectadores uma tele-pesquisa onde deveriam responder se acreditavam na recuperação do Bandido da Luz Vermelha. O índice de respostas afirmativo, antes da sua aparição atingiu 52,2%, porém, após sua entrada e 125 a condução bizarra da entrevista transformando-o em uma atração circense este índice cai para 46,2%. Ao lado ou em consonância com esta cobertura jornalística estrondosa e cotidiana delineia-se uma intervenção de maior teor crítico e reflexivo por parte de leitores, telespectadores e jornalistas responsáveis pelos editoriais, sessão de cartas e colunas analíticas. Em editorial da Folha de São Paulo de 28 de agosto de 1997, critica-se a natureza exagerada da cobertura da imprensa e a ausência de critérios responsáveis que permitissem um destaque adequado e distanciamento crítico face às informações transmitidas. Assume-se que a imprensa de qualidade juntou-se a imprensa sensacionalista por não conseguir definir as fronteiras entre o destaque e o elogio à personagem da notícia, desdobrando-se em uma estilização do comportamento criminoso .

De volta a Joinville, João Acácio reencontra o tio padrasto que o criou, José Pereira da Costa, e é acolhido em sua residência. A imprensa acompanha a chegada do ex-detento, ressaltando em suas páginas seu estado de nervosismo e o fato de tratar-se de uma família evangélica que lhe dava acomodação. A irritação de João Acácio dirigiu-se ao procedimento recorrente de Exame, da repetição exaustiva de questões relacionadas as suas intenções: “Já falei a mesma coisa mais de 30 vezes. Agora sou honesto e não vou viver de sombra e água fresca do coroa (o tio)”. Passeando pelas praias de São Francisco do Sul, litoral catarinense, foi sistematicamente hostilizado pela população local, com manifestações verbais que reatualizavam sua projeção imagética da década de 60 e que demandavam a ocorrência de medidas punitivas mais severas contra ele; não raro, o suplício e a pena capital

A perscrutação de sua vida continuou e em outubro, dois meses após sua soltura, o rompimento violento com a família transformou-se em chamadas repetidas todo o dia para o noticiário noturno da emissora de televisão CNT. As cenas de violência doméstica desembocaram na expulsão de João Acácio da residência de seu tio e na intervenção Providencial de uma instituição religiosa que através de um seu pastor, prometeu-lhe, frente as câmeras,propiciar-lhe emprego e moradia. Após o brilho efusivo e promocional, igreja e pastor desaparecem, ficando João Acácio a sua própria sorte. Obtém abrigo na residência de um pescador local, Nélson Pisingher, que algumas semanas depois irá lhe desferir um tiro de espingarda, ocasionando a sua morte.


Curiosidades e Destaques

*Antes de se tornar o Bandido da Luz Vermelha primeiramente teve seu nome publicado no Noticias Populares como o “Homem Macaco” quando utilizou um macaco hidráulico para arrombar portões para invadir residências, Após outros crimes também foi chamado de “Mascarado”  









*João Acácio Pereira da Costa não foi o único ou primeiro a receber o apelido que o consagrou no mundo do crime no dia 2 de Maio de 1960 morria na camar.a de gas no presidio de san quentin Na California (EUA) o Americano Caryl Whittier Chessman que tambem ganhou a alcunha de Red Light Bandit“bandido da luz vermelha” ,Chessman assim como o bandido Brasileiro costumava usar uma com o faicho de luz vermelho para intimidar   vitimas.


















*Sua vida de crimes inspirou o filme de 1968, do cineasta Rogério Sganzerla, em que foi vivido pelo ator Paulo Villaça. Apesar de ser um filme verídico, seu final porém foi fictício no qual o personagem principal comete suicídio


*Foi Satirizado pelos humoristas Hermes & Renato aonde ate fez um clipe com o personagem “Demo Lock MC" (uma sátira de Satanás) e tambem tem o Rap do Bandido da Luz Vermelha.  












Pescador que matou "Luz Vermelha" com um tiro de espingarda que o atingiu próximo ao olho esquerdo. O fato ocorreu na noite de 5 de janeiro de 1998 em Joinville, Santa Catarina. O pescador atirou no ex-presidiário para defender um irmão, Lírio, que "Luz Vermelha" tentava matar com uma faca. Anteriormente, Nelson e "Luz Vermelha" já tinham se desentendido porque o ex-detento assediava sexualmente a mãe, mulher e filhas do pescador. Nelson Pinzegher fugiu ao flagrante. Apresentou-se dias depois e respondeu ao processo em liberdade. Foi absolvido pelo Tribunal do Júri de Joinville, apesar de ter sido denunciado por crime qualificado. A própria promotoria pediu a absolvição por                                                                                                                                              legítima defesa de terceiro, que era                                                                                                                                                            exatamente a tese da defesa. 






Fontes
Wikipedia
Linha Direta
Mídia, Sujeito e Poder: O Bandido da Luz Vermelha – Livro escrito por Edivaldo Vieira da Silva 

Psicopata



Psicopata, a rigor designa um indivíduo, clinicamente perverso que tem personalidade psicopática. Contudo essa última categoria nosológica em especial, dá o nome ao grupo conhecido como sociopatas. Estes por sua vez, na perspectiva psicanalítica são os portadores de neuroses de caráter ou perversões sexuais.
A psicopatia é um distúrbio mental grave caracterizado por um desvio de caráter, ausência de sentimentos genuínos, frieza, insensibilidade aos sentimentos alheios, manipulação, egocentrismo, falta de remorso e culpa para atos cruéis e inflexibilidade com castigos e punições. Apesar da psicopatia ser muito mais frequente nos indivíduos do sexo masculino, também atinge as mulheres, em variados níveis, embora com características diferenciadas e menos específicas que a psicopatia que atinge os homens.
Embora popularmente a psicopatia seja conhecida como tal, ou como "sociopatia", cientificamente, a doença é denominada como sinônimo do diagnóstico do transtorno de personalidade antissocial.
A psicopatia parece estar relacionada a algumas importantes disfunções cerebrais, sendo importante considerar que um só único fator não é totalmente esclarecedor para causar o distúrbio; parece haver uma junção de componentes. Embora alguns indivíduos com psicopatia mais branda não tenham tido um histórico traumático, o transtorno - principalmente nos casos mais graves, tais como sádicos e serial killers - parece estar associado à mistura de três principais fatores: disfunções cerebrais/biológicas ou traumas neurológicos, predisposição genética e traumas sociopsicológicos na infância (ex, abuso emocional, sexual, físico, negligência, violência, conflitos e separação dos pais etc.). Todo indivíduo antissocial possui, no mínimo, um desses componentes no histórico de sua vida, especialmente a influência genética, entretanto, nem toda pessoa que sofreu algum tipo de abuso ou perda na infância irá tornar-se uma psicopata sem ter uma certa influência genética ou distúrbio cerebral; assim como é inadmissível afirmar que todo psicopata já nasce com essas características. Portanto, a junção dos três fatores torna-se essencial; há de se considerar desde a genética, traumas psicológicos e disfunções no cérebro (especialmente no lobo frontal e sistema límbico).
O psicólogo português Armindo Freitas-Magalhães é o autor do projecto científico pioneiro "Psicopatia e Emoções em Portugal" (2010) com o objectivo de compreender os processos cerebrais envolvidos nas reacções neuropsicofisiológicas da expressão facial da emoção, conhecer a razão pela qual o padrão de emocionalidade negativa é recorrente na psicopatia, se há diferenças de género e idade e procurar os motivos orgânicos e ambientais envolvidos e estabelecer um padrão que permita o tratamento e a profilaxia do crime. Para verificar e analisar o cérebro dos psicopatas e a relação correspondente à expressão facial, será utilizada a imagiologia de ressonância magnética funcional (fMRI), a psicometria neurofuncional e as plataformas informáticas que estimulam os sistemas cerebrais, particularmente o límbico.
De maneira geral, nos homens, o transtorno tende a ser mais evidente antes dos 15 anos de idade, e nas mulheres pode passar despercebido por muito tempo, principalmente porque as mulheres psicopatas parecem ser mais discretas e menos impulsivas que os homens, e por se tratar de um transtorno de personalidade, o distúrbio tem eclosão evidente no final da adolescência ou começo da idade adulta, por volta dos 18 anos e geralmente acompanha por toda a vida.